Luciano caminhava numa avenida larga quando se deparou com Carlos, um rapaz morador de rua que estava ali na calçada com um violão velho, de uma marca desconhecida, e com o seu chapéu no chão para que pusessem gorjetas. Luciano o cumprimentou e dialogou: Luciano: _ Oi, beleza? Você pode tocar qualquer música em Lá Maior? Carlos: _ Ok, deixa só eu afinar o violão aqui do meu jeito. Carlos ao terminar de afinar o violão, retirou o mesmo do corpo e entregou ao Luciano, sem que ele pedisse. E então Luciano, meio sem jeito, percebeu que a corda si, tava um pouco alta, e a corda ré também estava fora do que ele tem como ‘correto’, mas, deixou assim mesmo. E então, Luciano, já com o violão empunhado, voltou a dialogar: Luciano: _ Vou tocar a música "Pétala" do Djavan, e toco ela em Lá Maior, ok? Carlos: Manda brasa e não esconda o ouro que é pecado hein! Luciano tocou parte do que sabia da música, e repetiu o refrão que diz: “_Por ser exato O amor não cabe em si Por...
Fomos nos distanciando pouco a pouco, quando fui olhar, estávamos em países diferentes. Me deu uma súbita saudade daquelas vezes em que passeávamos juntos na chuva, você sem o medo de mostrar a sua roupa toda molhada e colada ao corpo, e eu sem medo da gente adoecer por causa daquela nossa aventura maluca. Nós dois que adorávamos contar um para o outro alguns devaneios repentinos sobre as coisas que estavam em torno de nós, bem como aquela árvore, que, como lágrimas, pingava as gotas da chuva e, ao mesmo tempo, caiam folhas que saiam para ceder o seu espaço para uma nova, ou até quem sabe, a mesma folha renascesse ali naquela árvore, sabe lá! Ao me lembrar destes inusitados passeios, eu me coloco na terceira pessoa que se regozijava de um nem tão distante local, eu me faço o passarinho que de dentro dum ninho farto de vida, naquele momento espreitava aqueles dois andarilhos loucos e risonhos. Ao me lembrar destas aventuras, talvez eu me faço a própria árvore, na qual deva...
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