Uma Visita
Recebi em minha casa no último domingo, um casal de religiosos que queriam me falar sobre as suas crenças.
Os convidei para entrar, eles pediram licença e entraram, e se sentaram no sofá, onde se puseram a falar, e a dar alguns relatos bem interessantes sobre a fé.
Ficaram aproximadamente 30 minutos discursando, e eu atentamente os escutava. Enquanto falavam, eu me levantei do sofá, apontando para a mesa da copa (onde o café estava), e eles me seguiram até a mesa, onde sentamos e continuamos.
Ao terminar o discurso, tomamos café juntos e demos boas risadas. Naquele momento, era outra coisa que acontecia, e, no momento anterior, também. Alguma coisa a ver com uma construção da confiança no outro que há pouco acabara de conhecer. Neste momento já estava claro que a diferença não estava apenas aceita e tolerada, mas estava no seu momento mais pleno de naturalidade.
No momento do café, hora nenhuma falamos sobre uma efetivação persuasiva do que fora dito, e eu, mesmo não sendo religioso, e não crendo na maioria das significações que deram aos vários relatos que contaram, acreditei integralmente na diferença que se mostrava nas palavras alegres do casal, me alegrei em ouvi-los, e eles também se alegraram. Acreditei e entreguei toda a parte do que tenho, e do que podia ser, até aquele momento, e eles, também.
Tiago Araújo
Os convidei para entrar, eles pediram licença e entraram, e se sentaram no sofá, onde se puseram a falar, e a dar alguns relatos bem interessantes sobre a fé.
Ficaram aproximadamente 30 minutos discursando, e eu atentamente os escutava. Enquanto falavam, eu me levantei do sofá, apontando para a mesa da copa (onde o café estava), e eles me seguiram até a mesa, onde sentamos e continuamos.
Ao terminar o discurso, tomamos café juntos e demos boas risadas. Naquele momento, era outra coisa que acontecia, e, no momento anterior, também. Alguma coisa a ver com uma construção da confiança no outro que há pouco acabara de conhecer. Neste momento já estava claro que a diferença não estava apenas aceita e tolerada, mas estava no seu momento mais pleno de naturalidade.
No momento do café, hora nenhuma falamos sobre uma efetivação persuasiva do que fora dito, e eu, mesmo não sendo religioso, e não crendo na maioria das significações que deram aos vários relatos que contaram, acreditei integralmente na diferença que se mostrava nas palavras alegres do casal, me alegrei em ouvi-los, e eles também se alegraram. Acreditei e entreguei toda a parte do que tenho, e do que podia ser, até aquele momento, e eles, também.
Tiago Araújo
Comentários
Postar um comentário